sábado, 13 de outubro de 2018

Livro - Ensaio sobre a cegueira de José Saramago (Drama)

13.10.18 0 Comments
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Resenha Ensaio sobre a cegueira:


Como me senti:
Chocada, completamente chocada. Este livro é doloroso e difícil para ser lido por pessoas delicadas. Totalmente desaconselhado para pessoas de estomago fraco. Me surpreendi comigo mesma por ter sido capaz de ler até o fim.

Sobre o que ele fala:
Ele foi escrito com o objetivo de dar um tapa na cara da sociedade, principalmente nos postos políticos e militares, afinal seriam os responsáveis por cuidar das pessoas doentes e foram os mais responsáveis por deixar a vida de todos muito mais difícil e lamentável. Se o nosso governo tomaria as mesmas medidas tomadas pelo governo do livro? Certamente, sem sombra de dúvidas. Uma pessoa só é útil nessa sociedade hipócrita enquanto tem algo físico a oferecer, caso contrário é descartada como lixo. Essa foi a porrada que o livro deu.

Exageros:
Sim, achei certas coisas exageradas, creio que os cegos sabem viver muito melhor do que a forma descrita nesse livro, acredito que passa uma imagem ruim sobre os cegos, como se os mesmos fossem totalmente inválidos, o que não é verdade, principalmente os nascidos cegos sabem se virar muito bem. Acredito que a descrição exagerada tenha tido o objetivo de acentuar a gravidade da história em si e por isso creio ser perdoável.

Sinopse Ensaio sobre a cegueira:

Imagine que você que bem enxerga de um momento para outro se torna cego, uma cegueira branca, não preta. Tudo que consegue ver de hoje em diante e todos os dias é um branco leitoso e pastoso. Imagine que aos poucos isso vai se tornando uma epidemia e quando menos se espera a cidade inteira está na mesma situação que você. Esta é a história base deste livro que mostra de forma extremamente forte o como o ser humano que se acha superior pode agir como animal buscando satisfazer suas necessidades básicas de existência e o como a luxuria não tem valor nenhum na praticidade do viver. Quando somos cegos a beleza e aparência das coisas não importam. Quando estamos com fome não são jóias que precisamos para comer. Quando várias pessoas estão numa situação assuadora quase sempre quem toma a frente em liderar muitos é um idiota ganancioso. Quando uma pessoa é ruim, não importa a situação que esteja, ela consegue ser ainda pior.

Foram as coisas percebidas por mim nesta leitura. Gostei sim, por mais que não é o tipo de livro que realmente gosto, mas esta história em si amadureceu e enriqueceu minha visão crítica sobre muitas coisas. Vale a pena ser lido, além de ser um nacional bom entre poucos hoje em dia.

Danielle Literatura Literata

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

NOVO LIVRO de suspense e drama trágico "Não Espere por Mim" Literatura Literata

12.10.18 0 Comments

Essa não é a capa oficial, é apenas uma ilustração da personagem principal.

Estou escrevendo este drama trágico de trás para frente, ou seja, já tenho o final em mente e agora estou criando o começo e meio da história, um verdadeiro desafio para mim que sempre escrevi fluído com o final anuviado.

Meu objetivo com esta história é chocar os leitores e fazê-los lembrar dos personagens mesmo após o termino da leitura, fazer com que eles pensem sobre o próprio sentido e fragilidade da vida. Quero que percebam o como formular um julgamento pode ser difícil quando conhecemos todos os fatos de uma situação e quando nos sentimos dentro dela.

Estou amando escrever esse drama, aos poucos a história e os personagens fica mais claros para mim, são tantas revisões que creio que vai demorar bastante para conseguir terminá-lo. Mas vou aproveitar um espaço aqui no meu blog de literatura para divulgar ilustrações, trechos e andamento da história.

Por enquanto tenho exatos seis capítulos prontos e bem revisados (alertando que as revisões nunca tem fim "risos"). Preciso comprar tempo para dar continuação de qualidade a esta história que está me empolgando muito.

Vou postar aqui uma breve apresentação da personagem principal:

Nome: Kimera
Idade: 27 anos

Trabalho: Supervisora de Projetos em uma empresa de propaganda e marketing.

Cor de pele: morena clara
Cor de cabelo: marrom médio
Tipo de cabelo: encaracolado curto

Olhos: verde escuro e grandes, delicadamente puxados na lateral.

Roupas de trabalho: terninhos e camisa social com cores escuras.

Roupas de casa: pijamas de algodão
Roupas de sair: blusinhas simples de alça e calças jeans.

Personalidade: extremamente reservada e desconfiada, não se entrosa com os colegas de trabalho e evita os tão comuns barzinhos de sexta a noite. Em casa é muito carinhosa com a irmã mais velha e tranquila.

Passa tempo: ler livros de fantasia juvenil e romances policiais, ouvir músicas estilo rock pop, assistir a seriados policiais e de fantasia, ficar na sacada olhando o movimento da rua do seu apartamento.

Bom, por enquanto são as informações sobre a história que tenho para passar, aos poucos complemento.

Quer acompanhar a criação desta história? Siga o nosso blog por e-mail ou nos siga nas redes sociais.


Novo livro de suspense e drama trágico

domingo, 27 de maio de 2018

Poema: Ressurgir em si mesmo

27.5.18 0 Comments



Transforme a sua dor em música e cante! Se faça ouvir além das sombras, ressoe, ecoe, invada os corações. Surja de trás de uma montanha, escale-a até o seu topo, finque a sua bandeira. Levante a cabeça, erga o olhar, fixe no horizonte, ande em linha reta. Alinhe os ombros, serre as mãos, sinta a confiança correr em suas veias, sinta que você é capaz! Emerja a sua alma de entre os túmulos do desanimo, da desistência, da desesperança. Mexa-se como um corcel indomável com seu espirito inquieto capaz de transpor barreiras impostas pela vida. Tenha honra, dignidade, caráter, não se venda, não se entregue, não diminua o queixo, não se deixe algemar. Meu filho, você é um ser livre e suas escolhas podem torná-lo quem és ou quem desejas ser. Suas escolhas são a sua força, o seu ar. Respire-o fundo e não olhes atrás, pois erros e acertos do passado não farão muita diferença no agora, se assim o quiser. Já se passou e o tempo os levou muito além da vida e quanto aos farelos que sobrou o vento os soprou e assim se finda.





D.L.L
By Danielle Rodriogues

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Poesia: O Ser Sol

7.5.18 0 Comments

POESIA: O SER SOL

Seu despertar acolhedor 
distrai todo o mau humor.

Acaricia com um sorriso
aquele que vem vindo.

Eleva os olhares caídos
tornando-os destemidos.

Encoraja os a quem confia
para juntos enfrentar a vida.

Não como quem precisa correr
de medo se esconder,

Mas como aquele que mesmo não sendo de tudo conhecedor
desbrava o desconhecido e desafia-se a ser vencedor.

No final do seu dia
coleciona em sua alegria

Os raios vividos por outros
sorrisos feitos com gosto.

E essa sensação de gratidão
lhe enche todo o coração.




By Danielle Rodrigues

terça-feira, 17 de abril de 2018

Conto: Um momento para Marília

17.4.18 0 Comments



Os anos se passaram e Marília quase não os viu ir ou vir, não sei. Em uma manhã ensolarada a moça acorda animada, suas férias começam hoje. Sim, parece que se passaram anos desde suas últimas férias, o descanso não lhe é algo aproveitado. Marília é aquele tipo de mulher rápida, inteligente, antenada, ligada no café de extremo produtiva. Mas por alguma razão, naquela manhã ela não era Marília a mulher de todos os dias, ela era uma mulher diferente.

Levanta-se devagar a esfregar os olhos, sente-se cansada com o peso de algo nas costas. Um peso enorme. O peso da solidão. A solidão a sua volta é palpável, penetrante, ardida. Naquela manhã Marília se deu conta do que a muito não via, sua solidão era insuportável. Diante do espelho ela se olhava admirada, quanto tempo se passara? Trinta anos, puxa uma vida inteira! Aqueles detalhes não estavam lá. Os olhos dela percorriam o rosto em busca da jovem de anos atrás. Aquelas linhas próximas a sua janela da alma, não, são novas. Como surgiram? Era sua expressão. Como surgiram? Quando surgiram? Não sei dizer.

Ah o tempo, seu mentiroso. Passa tão rápido que não o vemos passar. A mulher agora examina novos sinais próximo ao buço, hum... Aquele tal bigode chinês. O tempo a mudara, o tempo realmente a enganara. Eternidade era o que a fazia correr sem olhar para os lados. Eternidade... Que maldade! A eternidade não é uma realidade, se deu conta. E o que eu fiz? Pensava Marília. Quem eu amei? Lamentava Marília. Não eram apenas os sinais em sua pele que evidenciavam o passar do tempo, dentro de si a mulher, agora nova, fazia perguntas as quais eram profundas e nunca havia tido tempo para questionar.

Por que hoje? Por que agora? Marília caminha de camisola até a janela do seu quarto e do alto com olhos semicerrados observa o sol, abraça o próprio corpo em consolo. Ontem foi meu aniversário.





By Danielle Rodrigues